Não há melhor medicina emocional do que uma boa, gostosa e profunda gargalhada, até dar dor na barriga.

Lygya Maya

A influência da religião na nossa vida espiritual

Sex, 16 de Setembro de 2011 01:50 - Publicado em Educação Emocional

A maioria das religiões tem a estrutura hierárquica de um líder seguido por associados ou ajudantes. Nesta estrutura, supomos seguir o líder e acreditar no que ele diz sem questionamentos. As pessoas devem seguir as regras.

De um modo geral, pessoas seguirão a opinião e as ações de um líder mais facilmente, porque suas mentes foram programadas para seguir pais, professores etc. Isto é bem recebido pela maioria dos seres humanos, por causa da estrutura de nossa educação. É também mais fácil seguir a multidão do que pensar por si mesmo. Quando decidimos questionar nossa existência, perguntando “De onde viemos? O que estamos fazendo aqui? Qual é nossa missão neste planeta?”, começamos a viver individualmente, e, portanto, tendo a possibilidade de liderar e influenciar pessoas. Vemos, sentimos ou ouvimos nossos instintos e os sinais universais de nossa própria verdade. Ou seja, agarramo-nos ao nosso plano existencial original, tomando a responsabilidade sobre o que aprendemos, e eventualmente fornecendo ajuda na evolução de outros seres humanos.

Quando começamos a amadurecer, acreditamos mais em nós mesmos a cada dia, a ponto da autosuficiência. Ou seja, acreditamos e confiamos em nossa própria opinião, em vez de seguir a dos outros. Este processo nos guia a criar o mundo de acordo com nosso nível de consciência. Muitas pessoas seguem conceitos de outras, sem questionar se estão certos ou não. Elas presumem que, se a maioria chegou àquela conclusão, certamente ela está correta.

Um bom exemplo é o de Jesus, torturado pelas mesmas pessoas que ajudou. Elas “acreditaram” que o que faziam era preciso. A multidão teve medo e insegurança quanto às suas palavras e liderança. Ele, vendo-as limitadas e inseguras, perdoou-as como os mais velhos perdoam as crianças. Seu processo de crescimento serve, até hoje, como exemplo de maturidade e de evolução. Que problema viram nele? Ele era “diferente”.

É difícil perdoar algumas pessoas, mas não é impossível – se olharmos suas ações como parte de um processo de aprendizagem. Com cada lição aprendida seremos mais espertos, sendo cada vez mais fácil perdoar, por causa da compreensão existente.

Quando a ação de outra pessoa nos fere emocionalmente, devemos procurar as raízes da dor emocional dentro de nós. Se olharmos para o ato em si analiticamente, veremos que ele surgiu de problemas passados, que conduziram àquela ação em particular.

Deixamo-nos ferir uns aos outros por causa de nossas próprias limitações e inseguranças. Como somos limitados em nosso crescimento existencial, estamos agindo como crianças no processo evolucionário. Se uma criança nos bater na cara por qualquer motivo, em vez de revidarmos aquela ação infantil, podemos dizer firmemente por que aquela ação não deve ser repetida (pois “sabemos que” a criança não sabe o que está fazendo). Estaremos ensinando e aprendendo ao mesmo tempo, ganhando então um crédito emocional e espiritual. A mesma coisa pode e deve ser feita com adultos, principalmente com os ignorantes. Eles não têm ideia do que fazem, tanto no campo das emoções como no da evolução. Há sempre uma lição a ser aprendida. Quanto mais guiamos as pessoas à luz, mais luz teremos em nossa conta existencial de investimentos de vida. E com vantagens extraordinárias de ganhos espirituais. Vale a pena investir.

Portanto, sugiro que você tenha sua própria filosofia de vida. Crie uma, respeitando suas próprias crenças e opinião. Pessoas como nós criaram religiões no passado, por que não as criamos nós mesmos agora?

A maioria das religiões prega: “Seja boa para os outros, apóie sua comunidade, socialize-se, reze, medite”. Podemos fazer isso tudo também, ao criar nossa própria religião. Praticando em casa, sendo compreensivos e ajudando as pessoas próximas, as do trabalho e da família. Sendo assim, não estaremos treinados para apenas sermos bons no Natal ou nos aniversários. É para praticar tanto na fila do supermercado como nas ruas. O importante é o amor que temos para dividir. Tendo amor por nós mesmos, podemos dividi-lo, que ele não vai nos faltar.

Eu me lembro da frustração que tive no dia 11 de setembro, morando em Nova York: não pude me comunicar com a minha mãe no Brasil, dizer a ela que estava viva! Que valor eu dei àquele fato! Prometi telefonar a ela todos os dias, para ajudar a nossa cura emocional. Até hoje faço isso e tenho o maior orgulho de dizer que alcançamos muitas melhoras em nosso relacionamento.

Solução para uma relação mais profunda consigo mesmo e com sua espiritualidade

  • Trabalhar mentalmente no NÃO-julgamento das ações alheias. Esse fato vem me trazendo muitas surpresas positivas nunca esperadas.
  • Escrever todas as coisas boas que me acontecem durante o dia e sentir gratidão por elas.
  • Focalizar nossa atenção ao máximo na conexão com a natureza. Isto nos trará calma, paz e poder.


Talvez uma nova concepção de consciência das massas seja superar a miséria material com a riqueza espiritual.

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